Apoio

Festival de soluçoes sociais para o Brasil
pnud
ABEPETS
CCBB

Programação:

27.05

Quarta-feira

28.05

Quinta-feira

29.05

Sexta-feira

8h30 – Credenciamento

9h30 – Mesa de Abertura

10h30 – Mesa 1
Finanças, Território e Justiça Social: soluções para um Brasil sustentável
José Alves Cardoso, Nath Finanças e Douglas Belchior

12h – Intervalo

13h30 Cinema TS
Videos + debate (TS Finalistas)

14h45 – Mesa 2
Cultura e Educação:
Saberes que Transformam Territórios
Ministra da Cultura Margarete Menezes, Daniel Munduruku, Itamar Vieira Junior e Socorro Acioli

16h15 – Intervalo

16h30 – Cinema TS
Videos + debate (TS Finalistas)

ESPAÇO DE EXPOSIÇÃO

9h às 18h
Exposições

Ativações

Instalações
Interativas

Feira
Sociobiodiversidade

Festival SuperJazz de 17h às 22h

9h – Credenciamento

9h30 – Mesa 3
Desafio do Mundo do Trabalho:
Precarização, Tecnologia e Caminhos Coletivos
Fernando Zamban, Ludmila Costhek e Leonardo Sakamoto

11h – Intervalo

11h15 – Cinema TS
Videos + debate (TS Finalistas)

12h25 – Intervalo

14h30 – Mesa 4
Soberania Alimentar e Justiça Social:
Caminhos para Superar a Fome no Brasil
Pe. Júlio Lancelotti, João Paulo Rodrigues e Preta Ferreira

16h00 – Cinema TS
Videos + debate (TS Finalistas)

17h30 – Encerramento

ESPAÇO DE EXPOSIÇÃO

9h às 18h
Exposições

Ativações

Instalações
Interativas

Feira
Sociobiodiversidade

18h – Cerimônia de Premiação
Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social

19h30 – Shows de Encerramento
Letícia Fialho
Luedji Luna

ESPAÇO DE EXPOSIÇÃO

18h às 22h
Exposições

Ativações

Instalações
Interativas

Feira
Sociobiodiversidade

Finalistas

Maral – Metodologia De…

Rede De Rádios Dos…

Quilombo Educacional

Centro De Aprendizage…

Metodologia Para…

Metodologia De Forma…

Afreektech

Fogões Eco-Eficientes

Sementes Da Transforma…

Oca Um Lugar Para…

Menos Fronteiras. Mais…

Inventário: Território…

Pontinha De Sabor…

Agente Do Esporte – Ia…

Suindara: Sistema De…

Metodologia Escrevivê…

Moradia Resiliente

E-Coo: Tecnologia Social…

Todas As Crianças E Ad…

Sustenta Carnaval

Mani-Oara: Sociobioe…

Platafoma Mais Lugar…

Centro Olawatawah

Canoa A Remo…

Mutuca Educa- Educação…

Índios Na Visão Dos Índios

Oficina Locomover

Fio Circular: Economia…

Liofilização E Beneficia…

Óleo No Ponto

Programa Coqueiro Verde

Projeto Fitoterápicos…

Sistema Integrado Cara…

Afroteca – Tecnologia…

Casa-Território Kalipana

Ecoclima: Núcleo…

E-Ducadores

Roça: Sistema Para…

Dicionário Multimídia…

Palestrantes

Nath Finanças
Palestrante

Douglas Belchior
Palestrante

José Alves
Palestrante

André Castelo
Mediador

Daniel Munduruku
Palestrante

Itamar Vieira Júnior
Palestrante

Socorro Acioli
Palestrante

Jéferson dos Santos
Mediador

Leonardo Sakamoto
Palestrante

Ludmila Costhek
Palestrante

Fernando Zamban
Palestrante

Carlos Juliano
Mediador

João Paulo
Palestrante

Padre Júlio Lancellotti
Palestrante

Preta Ferreira
Palestrante

Lilian dos Santos
Mediadora

Imprensa

Marcas elementos
e identidade
da divulgação
do evento.

Conheça o mais
sobre o local
do evento.

Fotos dos
Palestrantes

Fotos dos
Porta-Vozes

Key Visual
do Festival

Mini Bio
Palestrantes

Mini Bio
Porta Vozes

Programação

Release Geral
e do Evento

Vídeos
Institucionais

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MARAL – Metodologia de Ativação de Redes Locais para Inovação Cidadã

Instituto Procomum (Santos/SP)

A MARAL – Metodologia de Ativação de Redes Locais para Inovação Cidadã é uma tecnologia social que fortalece comunidades ao mapear, articular e ativar redes territoriais, promovendo soluções coletivas para desafios sociais, culturais e ambientais. Baseada na escuta e na participação comunitária, valoriza saberes locais como motor da inovação.

A iniciativa responde à fragmentação de iniciativas e à dificuldade de acesso a recursos e visibilidade, criando um processo estruturado que conecta pessoas, coletivos e organizações. Sua metodologia envolve quatro etapas – escutar, convocar, ativar e compartilhar –, estimulando a colaboração, a autonomia e a construção de bens comuns.

Com resultados consistentes, fortalece vínculos comunitários, amplia a capacidade de ação coletiva e gera novas iniciativas e parcerias. Trata-se de um modelo replicável que impulsiona desenvolvimento territorial sustentável baseado no cuidado e na cooperação.

Rede De Rádios Dos Povos: Tecnologia Social Para Implantação De Rádios Digitais Indígenas E Quilombolas

Fundação Universidade de Brasília (Brasília/DF)

A Rede de Rádios dos Povos é uma tecnologia social que fortalece o direito à comunicação e a igualdade étnico-racial por meio de rádios digitais comunitárias articuladas em rede e da formação de comunicadores indígenas e quilombolas. A iniciativa combina produção de conteúdo próprio com capacitação em comunicação popular e jornalismo climático, ampliando vozes historicamente marginalizadas.

A solução responde à falta de acesso a informações confiáveis e à desinformação em contextos de vulnerabilidade, promovendo autonomia comunicacional e participação social. Sua metodologia envolve diagnóstico territorial, formação prática, implantação de rádios de baixo custo e articulação em rede para troca de conteúdos entre territórios.

Com resultados relevantes, fortalece lideranças, amplia o acesso à informação e consolida espaços próprios de comunicação. Trata-se de um modelo replicável que integra educação, cultura e incidência política, contribuindo para redução de desigualdades e fortalecimento da democracia.

Quilombo Educacional

Instituto Guetto – Gestão Urbana de Empreendedorismo, Trabalho e Tecnologia Organizada (Rio de Janeiro/RJ)

O Quilombo Educacional é uma tecnologia social que forma gestores escolares negros e antirracistas para enfrentar o racismo estrutural na educação pública. Baseada na metodologia de aquilombamento e em comunidades de prática, promove formação colaborativa, troca de experiências e desenvolvimento de ações concretas nas escolas.

A iniciativa responde à falta de preparação da gestão escolar para lidar com desigualdades raciais, fortalecendo lideranças capazes de integrar o antirracismo em todas as dimensões da escola. Sua metodologia combina formação teórica e prática, apoio institucional e construção de redes entre gestores.

Com resultados expressivos, já formou dezenas de gestores, impactando milhares de estudantes e fortalecendo uma rede nacional de lideranças educacionais comprometidas com a equidade racial. Trata-se de um modelo replicável que promove transformação estrutural na educação e ampliação de oportunidades para estudantes negros.

Centro De Aprendizagem Indígena Do Rio Negro

Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (São Gabriel da Cachoeira/AM)

A tecnologia social do Centro de Aprendizagem Indígena do Rio Negro enfrenta a pobreza energética ao formar agentes locais para operar e manter sistemas fotovoltaicos, reduzindo a dependência de diesel e promovendo autonomia comunitária. Desenvolvida em parceria entre universidade e organizações indígenas, integra conhecimentos técnicos e saberes tradicionais em uma metodologia intercultural.

A iniciativa responde à falta de capacitação e governança local, que compromete a continuidade do acesso à energia em territórios remotos. Sua abordagem combina formação prática, implantação de infraestrutura, monitoramento e organização comunitária, garantindo uso seguro, manutenção e sustentabilidade dos sistemas.

Com resultados iniciais relevantes, já formou agentes indígenas e estruturou um centro de aprendizagem replicável, fortalecendo o protagonismo local e ampliando o acesso a serviços essenciais. Trata-se de um modelo escalável que une tecnologia, cultura e desenvolvimento sustentável.

Metodologia Para Processos De Desinstitucionalização De Pessoas Que Sofreram Maus Tratos Em Hospitais Psiquiátricos No Brasil

DESINSTITUTE (Ceilândia Norte/DF)

A tecnologia social sistematiza metodologias de desinstitucionalização para substituir o modelo asilar por redes de cuidado comunitário, enfrentando violações de direitos e desigualdades raciais na saúde mental. Baseada em construção colaborativa com gestores, profissionais, movimentos sociais e sobreviventes, integra diagnóstico, planejamento, formação e incidência em políticas públicas.

A iniciativa responde à permanência de internações forçadas e ao impacto desproporcional sobre pessoas negras, promovendo alternativas territoriais de cuidado que priorizam autonomia, cidadania e direito à cidade. Seu material técnico orienta gestores, operadores do direito e redes de proteção na implementação de práticas antimanicomiais.

Com ampla difusão e aplicação, fortalece políticas públicas, qualifica inspeções e viabiliza a transição de pessoas para serviços comunitários. Trata-se de um modelo replicável que promove equidade, direitos humanos e superação da lógica de segregação institucional.

Metodologia De Formatação E Posicionamento De Mercado Do Etnoturismo

Sebrae Mato Grosso, Agência de Tangará da Serra (Tangará da Serra/MT)

A Metodologia de Formatação e Posicionamento de Mercado do Etnoturismo é uma tecnologia social que fortalece o turismo comunitário em aldeias indígenas, transformando cultura, natureza e identidade em experiências sustentáveis e economicamente viáveis. Desenvolvida a partir de práticas com aldeias Haliti-Paresi, integra planejamento, formação de produtos turísticos e estratégias de mercado, respeitando normas da Funai e os ODS.

A iniciativa enfrenta problemas como ações isoladas, falta de gestão e desconexão com a realidade comunitária, promovendo construção coletiva, respeito ao tempo indígena e capacitação contínua. O processo envolve diagnóstico, formatação de experiências, governança e posicionamento estratégico da oferta.

Com resultados concretos, ampliou infraestrutura, atrativos, geração de renda e fluxo turístico nas aldeias. Trata-se de um modelo replicável que valoriza saberes tradicionais e fortalece o protagonismo indígena na economia sustentável.

Afreektech

Movimento Black Money (São Paulo/SP)

A Afreektech é uma tecnologia social que promove inclusão produtiva por meio de educação empreendedora e tecnológica voltada principalmente para pessoas negras, mulheres e moradores de periferias. A plataforma oferece cursos online, mentorias e formação contínua em áreas como gestão, marketing digital e tecnologia, combinando capacitação técnica com letramento racial e consciência social.

A iniciativa enfrenta desigualdades estruturais no acesso a oportunidades econômicas e educacionais, preparando participantes para atuar na nova economia e fortalecer seus próprios negócios. Sua metodologia acessível – com conteúdos adaptados, formato digital e foco na realidade periférica – permite ampliar o alcance e a permanência dos alunos.

Com impacto nacional, já formou milhares de pessoas, ampliando renda, autonomia e inserção profissional. Trata-se de um modelo escalável e replicável que integra educação, tecnologia e justiça racial para promover transformação socioeconômica.

Fogões Eco-Eficientes

Instituto Perene (Brasília/DF)

O fogão ecoeficiente é uma tecnologia social que promove acesso a cozinha limpa e eficiente em comunidades rurais, substituindo fogões a lenha rudimentares. Desenvolvido de forma participativa, reduz o consumo de lenha, melhora a qualidade do ar e diminui impactos à saúde e ao meio ambiente, respeitando práticas culturais locais.

A iniciativa enfrenta a pobreza energética e seus efeitos, como doenças respiratórias, desmatamento e sobrecarga no trabalho doméstico, especialmente para mulheres. Sua metodologia envolve mobilização comunitária, capacitação de agentes locais, construção padronizada e orientação para uso e manutenção, fortalecendo a autonomia das famílias.

Com resultados comprovados, amplia a qualidade de vida, gera renda local e reduz emissões. Trata-se de um modelo replicável que integra sustentabilidade ambiental, inclusão social e valorização do conhecimento comunitário.

Sementes Da Transformação: Bem-Viver Na Caatinga

Instituto Sementes da Caatinga (Parambu/CE)

A tecnologia social Sementes da Transformação promove o protagonismo de jovens quilombolas no sertão cearense ao integrar agroecologia, arte e educação étnico-racial. A iniciativa combina formação prática e teórica com implantação de quintais produtivos e sistemas agroflorestais, fortalecendo a segurança alimentar, a geração de renda e o vínculo com o território.

O projeto enfrenta desafios como racismo estrutural, pobreza, evasão escolar e perda de identidade cultural, oferecendo alternativas sustentáveis que valorizam saberes ancestrais e reduzem o êxodo juvenil. Sua metodologia participativa inclui diagnóstico comunitário, capacitação contínua, produção artística e campanhas socioeducativas.

Com impactos já observados em ações prévias, fortalece a autonomia, a identidade e a organização comunitária. Trata-se de um modelo replicável que articula cultura, ecologia e justiça social para promover desenvolvimento sustentável no semiárido.

Oca: Um Lugar Para Se Ouvir

OCA Associação da Aldeia de Carapicuíba (Carapicuíba/SP)

O Rendar Saberes é uma tecnologia social que articula moda sustentável, economia do cuidado e valorização de saberes tradicionais a partir da prática da renda renascença. Desenvolvida de forma comunitária, promove formação intergeracional de mulheres, crianças e jovens, fortalecendo vínculos, identidade cultural e geração de renda no território.

A iniciativa enfrenta a precarização do trabalho feminino e a desvalorização de práticas artesanais, organizando processos coletivos de produção com matéria-prima sustentável e respeitando o tempo e o cuidado das participantes. Sua metodologia envolve escuta comunitária, formação técnica, produção coletiva, circulação das peças e sistematização para replicação.

Com resultados concretos, amplia a autonomia econômica, fortalece redes solidárias e resgata tradições culturais. Trata-se de um modelo replicável que integra produção responsável, inclusão social e valorização do cuidado como base do desenvolvimento sustentável.

Menos Fronteiras. Mais Afeto: Acolhimento Integral Para Pessoas Migrantes Internacionais E Refugiadas Lgbttqia+

Associação LGBT+Movimento (Rio de Janeiro/RJ)

A tecnologia social da LGBT+Movimento é uma metodologia integrada que apoia migrantes e refugiados LGBTTQIA+ por meio de acolhimento, fortalecimento comunitário e incidência política. Estruturada em três eixos – Assistência, Comunidade e Incidência –, oferece apoio individual, acesso a direitos, formação e mobilização coletiva, respondendo a situações de vulnerabilidade e emergência.

A iniciativa enfrenta exclusão, violência e falta de políticas específicas, promovendo autonomia, redes de apoio e participação sociopolítica. Sua abordagem combina diagnóstico individual, atividades formativas e articulação institucional, transformando vivências em propostas de políticas públicas.

Com impacto comprovado, amplia proteção, pertencimento e protagonismo social, fortalecendo a cidadania e contribuindo para mudanças estruturais. Trata-se de um modelo replicável que integra cuidado, inclusão e defesa de direitos.

Inventário: Território Ponte Alta Sul Do Gama

Caixa Escolar do Centro de Ensino Fundamental Tamanduá (Brasília/DF)

O Inventário: Território Ponte Alta Sul do Gama é uma tecnologia social que integra currículo escolar e realidade rural por meio da construção coletiva de um inventário histórico, social e cultural da comunidade. Desenvolvido com participação ativa de estudantes, professores e moradores, torna-se eixo estruturante do projeto pedagógico, organizando o ensino a partir de temas como identidade, cultura, meio ambiente e lutas sociais.

A iniciativa enfrenta o distanciamento entre o ensino formal e a vida no campo, valorizando saberes populares e fortalecendo a identidade camponesa. Sua metodologia envolve pesquisa participativa, sistematização dos saberes e aplicação contínua no currículo escolar, com protagonismo estudantil.

Com resultados concretos, fortalece o vínculo entre escola e território, promove autogestão do conhecimento e amplia o engajamento comunitário. Trata-se de um modelo replicável que contribui para reduzir desigualdades e transformar a educação no campo.

Pontinha De Sabor: Uma Agroindústria Sustentável Em Território Quilombola

Universidade Federal de Minas Gerais (Belo Horizonte/MG)

A agroindústria quilombola Pontinha de Sabor é uma tecnologia social que promove geração de renda, sustentabilidade e fortalecimento comunitário por meio do processamento de produtos do Cerrado. Baseada na autogestão e no protagonismo feminino, a iniciativa transforma recursos locais em produtos de maior valor agregado, conciliando tradição, inovação e conservação ambiental.

O projeto responde à necessidade de alternativas econômicas ao extrativismo predatório, fortalecendo a segurança alimentar e a identidade cultural quilombola. Sua metodologia participativa envolve diagnóstico, capacitação, estruturação produtiva e governança comunitária, incluindo o uso de tecnologias socioecológicas como energia solar e captação de água.

Com resultados concretos, amplia a renda, valoriza saberes tradicionais e fortalece a organização social. Trata-se de um modelo sustentável e replicável que integra economia solidária, conservação do Cerrado e desenvolvimento social.

Agente Do Esporte – Ia Do Esporte Educacional

Instituto Esporte & Educação (São Paulo/SP)

O Agente do Esporte é uma tecnologia social que utiliza inteligência artificial para apoiar professores de educação física na criação de aulas, jogos e práticas inclusivas no ensino público. Desenvolvida pelo Instituto Esporte e Educação, a plataforma reúne agentes inteligentes que geram planos de aula, atividades adaptadas e orientações pedagógicas alinhadas à BNCC, promovendo práticas mais ativas, equitativas e contextualizadas.

A iniciativa enfrenta desafios como falta de tempo, formação e recursos docentes, além das desigualdades entre territórios, ao oferecer suporte gratuito e acessível. Sua metodologia permite personalização conforme a realidade das escolas, incluindo adaptações para estudantes com deficiência.

Com impacto já validado, fortalece a autonomia docente, amplia o engajamento dos alunos e contribui para saúde, inclusão e qualidade da educação. Trata-se de uma solução digital replicável que conecta inovação, pedagogia e transformação social.

Suindara: Sistema De Alerta De Fogo E Desmatamento

Instituto Cerrados (Brasília/DF)

O Suindara é uma tecnologia social que utiliza inteligência artificial e dados de satélite para alertar, em tempo real, brigadistas e agentes territoriais sobre focos de incêndio e desmatamento no Cerrado. A solução combina um sistema digital em nuvem com ações presenciais de capacitação, formação de brigadas e apoio com equipamentos.

A iniciativa enfrenta a demora e a imprecisão na comunicação de ocorrências, reduzindo significativamente o tempo de resposta e permitindo ações mais rápidas e eficientes de combate e prevenção. A ferramenta envia alertas com localização precisa e informações estratégicas para planejamento das operações.

Com resultados concretos, amplia a capacidade de monitoramento, reduz áreas queimadas e fortalece a atuação de comunidades e instituições locais. Trata-se de um modelo acessível, escalável e replicável, que integra tecnologia, conhecimento territorial e gestão ambiental para proteção do bioma.

Metodologia Escrevivências Da Libertação

Associação de Redução de Danos do Acre – AREDACRE (Rio Branco/AC)

A Escrevivências da Libertação é uma tecnologia social que utiliza leitura, escrita criativa e expressão artística para promover emancipação, saúde mental e cidadania de mulheres e pessoas LGBTI+ em situação de privação de liberdade. Inspirada em Conceição Evaristo, Paulo Freire e Augusto Boal, a metodologia transforma experiências de vida em produção coletiva de conhecimento e resistência.

A iniciativa enfrenta o silenciamento e as desigualdades estruturais do sistema prisional, promovendo autoconsciência, resgate da autoestima e fortalecimento identitário. Seu processo inclui acolhimento, escrita orientada, construção coletiva e divulgação das produções, valorizando narrativas próprias.

Com resultados significativos, melhora o bem-estar emocional, reduz o isolamento e transforma participantes em agentes de memória e expressão. Trata-se de um modelo replicável que articula arte, educação e justiça social para promover ressocialização e dignidade.

Kangram

Instituto Acesso Popular de Educação, Cultura e Política (Bauru/SP)

O Instituto Acesso Popular desenvolveu uma tecnologia social que transforma oficinas de hip-hop e cultura maker em laboratórios de inovação sustentável para jovens de periferias. A metodologia Kangram integra expressão cultural, ciência e Design Centrado no Planeta, estimulando o “fazer crítico” e o protagonismo juvenil na criação de soluções para desafios locais.

A iniciativa organiza o processo criativo em etapas estruturadas – diagnóstico, planejamento, ação e validação –, aliando upcycling, tecnologias digitais e saberes comunitários. As atividades utilizam elementos do hip-hop como ferramenta pedagógica, promovendo letramento científico, inclusão e engajamento.

Com forte participação comunitária e validação em feiras e ocupações do espaço público, o projeto fortalece a economia criativa e o pertencimento territorial. Com impacto em milhares de jovens, consolida-se como um modelo replicável que une cultura, educação e inovação social sustentável.

Moradia Resiliente

TETO Brasil (São Paulo/SP)

A Moradia Resiliente é uma tecnologia social desenvolvida pela TETO para enfrentar a precariedade habitacional e os impactos das mudanças climáticas em favelas. Trata-se de uma habitação elevada sobre pilotis, com estrutura modular e materiais sustentáveis, que protege contra alagamentos, melhora a ventilação e reduz o calor, garantindo mais segurança e conforto.

Construída em mutirões de dois dias com participação de moradores e voluntários, a iniciativa fortalece vínculos comunitários e o protagonismo das famílias. Sua metodologia combina diagnóstico territorial, codesenho e monitoramento contínuo para adaptar a solução às realidades locais.

Com resultados positivos em campo, a tecnologia melhora as condições de vida, reduz riscos climáticos e amplia a dignidade das famílias. É uma solução acessível, rápida e replicável, que alia habitação e justiça climática em territórios vulneráveis.

E-Coo: Tecnologia Social Para A Agricultura Familiar

Universidade Federal do Rio Grande – FURG (Rio Grande/RS)

A e-COO é uma tecnologia social de código aberto que fortalece a agricultura familiar por meio de uma plataforma digital cooperativa integrada a um armazém comunitário. A iniciativa organiza circuitos curtos de comercialização, conectando produtores e consumidores em redes solidárias, reduzindo a dependência de intermediários e ampliando o acesso a mercados justos.

Desenvolvida de forma participativa, combina ferramentas digitais acessíveis – como aplicativo e MiniApp no Telegram – com processos de autogestão, formação e governança coletiva. O modelo respeita as dinâmicas locais, fortalece o protagonismo das famílias agricultoras e valoriza saberes e identidades culturais.

Com resultados concretos, a e-COO amplia renda, melhora a logística e fortalece redes comunitárias, inclusive em contextos de crise. Trata-se de uma solução replicável que integra tecnologia, economia solidária e desenvolvimento territorial sustentável.

Todas As Crianças E Adolescentes Na Escola: Uma Tecnologia Intersetorial Para Garantir O Direito À Educação

Associação Cidade Escola Aprendiz (São Paulo/SP)

A tecnologia social desenvolvida pela Cidade Escola Aprendiz enfrenta a exclusão escolar ao identificar crianças e adolescentes fora da escola ou em risco de evasão e apoiar sua reinserção e permanência. Baseada em abordagem intersetorial, trata o problema como multidimensional, articulando fatores como pobreza, trabalho infantil e desigualdades sociais.

Sua metodologia combina busca ativa, acompanhamento familiar, mobilização comunitária e integração entre serviços públicos, fortalecendo redes locais de proteção e corresponsabilidade. Adaptável a diferentes territórios, utiliza dados e evidências para orientar ações e influenciar políticas públicas.

Com resultados expressivos, já contribuiu para o retorno de milhares de estudantes à escola e para a institucionalização de políticas educacionais. Trata-se de um modelo replicável que promove equidade, inclusão e garantia do direito à educação.

Sustenta Carnaval

Associação Brasil Cultural (Rio de Janeiro/RJ)

O Sustenta Carnaval é uma tecnologia social baseada na economia circular que transforma resíduos têxteis do Carnaval do Rio de Janeiro em valor social, ambiental e econômico. A iniciativa estrutura um sistema contínuo de coleta, triagem e reaproveitamento das fantasias, reduzindo o envio de resíduos a aterros e mitigando emissões de CO₂.

O projeto integra sustentabilidade, cultura e inclusão ao oferecer capacitação e geração de renda para mulheres refugiadas, migrantes e pessoas em vulnerabilidade. Por meio de ações de upcycling, os materiais são convertidos em produtos, insumos pedagógicos e peças criativas, ampliando oportunidades na economia criativa.

Com parcerias institucionais e atuação comunitária, promove educação ambiental e articulação entre diferentes setores. Já apresenta resultados expressivos em impacto climático, formação profissional e engajamento social, consolidando-se como um modelo replicável para eventos e territórios que buscam soluções sustentáveis e inclusivas.

Mani-Oara: Sociobioeconomia Das Mulheres Da Floresta.

Associação de Moradores Agroextrativistas e Indígenas do Tapajós (Santarém/PA)

A iniciativa promove o empoderamento de mulheres indígenas e extrativistas na RESEX Tapajós-Arapiuns por meio da bioeconomia, unindo saberes ancestrais e conhecimentos técnicos para fortalecer a produção agroecológica e gerar renda sustentável. A metodologia estrutura unidades produtivas comunitárias, capacita mulheres e organiza cadeias de valor com foco em comércio justo, reduzindo a dependência de intermediários.

A solução enfrenta desigualdades de gênero, vulnerabilidade econômica e perda de saberes tradicionais, ampliando a autonomia feminina e sua participação na governança territorial. Ao valorizar produtos da sociobiodiversidade e agregar valor à produção local, fortalece a conservação da floresta em pé.

Com impactos concretos, promove inclusão produtiva, segurança alimentar e protagonismo feminino, configurando-se como um modelo replicável de desenvolvimento sustentável aliado à justiça social e à preservação cultural.

Platafoma Mais Lugar De Mapeamento Comunitário

Universidade Federal do Oeste da Bahia (Barreiras/BA)

A tecnologia social Mais Lugar é uma plataforma geocolaborativa e gamificada que promove a participação social e a ciência cidadã, sobretudo entre jovens de territórios vulneráveis. Desenvolvida em universidades públicas em parceria com comunidades, permite o mapeamento colaborativo de riscos, vulnerabilidades e potencialidades locais, gerando dados georreferenciados para apoiar ações em saúde e meio ambiente.

Sua metodologia envolve escuta comunitária, definição participativa de indicadores, capacitação técnica e cidadã da juventude e coleta de dados em campo, seguida de análise coletiva e devolutivas à comunidade. Ao estimular o protagonismo juvenil e a produção de evidências locais, a iniciativa fortalece o controle social, o diálogo com o poder público e a formulação de soluções sustentáveis.

Aplicada no Brasil e em países como Moçambique e Colômbia, já mobilizou milhares de participantes e produziu dados que subsidiam ações de prevenção, educação ambiental e melhoria das condições de vida. Trata-se de uma tecnologia acessível, replicável e de baixo custo, que amplia o engajamento comunitário e a transformação dos territórios.

Centro Olawatawah

Centro das Plantas Medicinais Olawatawah (Cacoal/RO)

O Centro Olawatawah é uma tecnologia social desenvolvida pelo povo Paiter Suruí para preservar conhecimentos tradicionais, especialmente sobre plantas medicinais e práticas espirituais, ao mesmo tempo em que promove manejo sustentável da sociobiodiversidade e geração de renda ligada à floresta em pé.

A iniciativa enfrenta a perda de saberes ancestrais e a pressão ambiental ao fortalecer a transmissão intergeracional entre anciãos, jovens e mulheres, aliando cultura, espiritualidade e organização comunitária. Sua metodologia inclui planejamento coletivo, trilhas de aprendizagem, vivências culturais, valorização do artesanato e turismo de base comunitária.

Com participação ativa da comunidade, o Centro fortalece a identidade cultural, amplia a autonomia local e cria alternativas econômicas sustentáveis. Trata-se de um modelo replicável que integra conservação ambiental, cultura e desenvolvimento comunitário.

Canoa A Remo: Toca Rapazi, Toca Rapariga.

Instituto Getúlio Manoel Inácio (Florianópolis/SC)

O projeto Toca Rapazi, Toca Rapariga é uma tecnologia social que preserva a pesca artesanal em Florianópolis por meio da formação de novos remeiros em canoas tradicionais. Baseado na transmissão direta de saberes entre mestres pescadores e aprendizes, fortalece a continuidade dessa prática cultural, essencial para a identidade, economia e sustentabilidade local.

A iniciativa responde à perda progressiva desse conhecimento, causada pelo envelhecimento dos mestres e pela ausência de formação estruturada. Sua metodologia combina aulas teóricas e práticas no território, promovendo aprendizado vivencial, valorização cultural e engajamento comunitário.

Com resultados concretos, forma novos pescadores, fortalece o protagonismo dos mestres e amplia a participação da comunidade. Trata-se de um modelo acessível e replicável que garante a preservação de um patrimônio cultural e ambiental.

Mutuca Educa- Educação Ambiental, Arte Pública E Mobilização Comunitária

Associação das Dunas de Florianópolis (Florianópolis/SC)

O Mutuca Educa é uma tecnologia social que integra educação ambiental, arte pública e valorização das culturas pesqueira e indígena, utilizando o manguezal como espaço pedagógico. A iniciativa conecta escolas, comunidade, universidades e órgãos públicos para articular saberes científicos e tradicionais, promovendo pertencimento e consciência socioambiental.

O projeto responde à degradação ambiental e ao distanciamento entre escola e território ao formar educadores, integrar o currículo à realidade local e realizar ações práticas como mutirões, plantio de mudas e produção de materiais educativos. A participação comunitária e o diálogo intercultural são centrais na metodologia.

Com resultados concretos, fortalece a educação ambiental, valoriza saberes ancestrais e amplia o engajamento social. Trata-se de um modelo replicável que transforma o território em espaço de aprendizagem e promove conservação, identidade cultural e cidadania.

Índios Na Visão Dos Índios

Thydêwá (Ilhéus/BA)

Índios na Visão dos Índios é uma tecnologia social de produção literária autoral e colaborativa que fortalece povos indígenas como protagonistas de suas próprias narrativas. Criada pela Thydêwá, já formou centenas de autores de diversas etnias, resultando em livros e conteúdos digitais gratuitos que valorizam saberes, identidades e patrimônios culturais.

A iniciativa enfrenta a histórica invisibilidade e distorção das representações indígenas, oferecendo formação, ferramentas e metodologia participativa para que comunidades produzam e publiquem suas histórias com autonomia. O processo envolve cocriação, capacitação, produção coletiva, edição e circulação, sempre com decisões conduzidas pelos próprios indígenas.

Com impacto no Brasil e em outros países, promove diálogo intercultural, cultura de paz e fortalecimento identitário, contribuindo para educação, reconhecimento da diversidade e ampliação da presença indígena nos espaços culturais e educativos.

Oficina Locomover

Casa da Criança Paralítica de Campinas (Campinas/SP)

A Oficina Locomover é uma tecnologia social que promove autonomia e qualidade de vida para pessoas com deficiência por meio da manutenção e adaptação personalizada de cadeiras de rodas. Desenvolvida pela Casa da Criança Paralítica, a iniciativa oferece atendimento gratuito, humanizado e multiprofissional, integrado à política pública de saúde.

O projeto responde à falta de serviços especializados no SUS, que gera longas filas, uso inadequado de equipamentos e desperdício de recursos. Sua metodologia envolve avaliação individual, intervenções técnicas e acompanhamento contínuo, priorizando o reaproveitamento de cadeiras e componentes.

Com resultados expressivos, já atendeu milhares de pessoas, reduziu o tempo de espera e foi incorporado à política municipal de saúde. Trata-se de um modelo eficiente, sustentável e replicável, que alia inclusão social, economia de recursos públicos e redução de impactos ambientais.

Fio Circular: Economia Criativa E Turismo De Base Comunitária A Partir Do Reaproveitamento De Resíduos Têxteis Agroecológicos Em Itajaí/Sc

Centro Público de Economia Solidária de Itajaí – Idalina Maria Boni (Itajaí/SC)

A Rede CEPESI Circular é uma tecnologia social de economia circular que transforma resíduos têxteis industriais em geração de renda para empreendimentos da economia solidária, com forte protagonismo feminino. O CEPESI atua como hub de recepção, triagem técnica e redistribuição de materiais, conectando indústria e produção comunitária.

A iniciativa enfrenta o descarte inadequado de resíduos e a falta de acesso a insumos e mercados por trabalhadores vulneráveis, promovendo inclusão produtiva, capacitação em upcycling e acesso a infraestrutura compartilhada. Os materiais são distribuídos conforme o potencial produtivo, gerando novos produtos e valor econômico.

Com resultados expressivos, amplia renda, reduz impactos ambientais e fortalece redes solidárias. Trata-se de um modelo replicável que integra sustentabilidade, economia circular e desenvolvimento social.

Liofilização E Beneficiamento De Alimentos Orgânicos Tradicionais Da Amazônia

Instituto Flor da Floresta – Ni Huá (Jordão/AC)

A tecnologia de liofilização transforma frutas amazônicas em pó por meio de desidratação a frio e a vácuo, preservando sabor, nutrientes e prolongando a validade sem conservantes por mais de dois anos. Aplicada pelo Instituto Flor da Floresta, em Jordão (AC), viabiliza a agregação de alto valor aos produtos, reduzindo peso e facilitando a logística em uma região isolada.

O projeto fortalece a bioeconomia local ao envolver comunidades indígenas e ribeirinhas em toda a cadeia produtiva – da coleta ao processamento e gestão –, gerando renda, autonomia e valorização dos saberes tradicionais. A iniciativa enfrenta o desperdício de frutas e as dificuldades de escoamento, promovendo o extrativismo sustentável e a preservação da floresta.

Óleo No Ponto

Associação Saber e Socializar (Rio de Janeiro/RJ)

O Óleo no Ponto é uma tecnologia social de economia circular que transforma óleo de cozinha usado em produtos de limpeza ecológicos, gerando renda e promovendo educação ambiental na Rocinha. A iniciativa organiza uma rede comunitária de coleta, tratamento e produção, com participação ativa de moradores, especialmente mulheres.

O projeto enfrenta o descarte inadequado de óleo e a falta de oportunidades econômicas ao estruturar uma cadeia simples e replicável, que inclui pontos de coleta, uso de biodigestor para energia limpa e monitoramento por aplicativo. Além disso, promove capacitação e mobilização comunitária, fortalecendo o pertencimento e a consciência ambiental.

Com resultados concretos, reduz impactos ambientais, amplia renda e engaja centenas de famílias. Trata-se de um modelo acessível e replicável que integra gestão de resíduos, inclusão produtiva e transformação territorial sustentável.

Programa Coqueiro Verde

Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Coqueiral – AMARC (Coqueiral/MG)

O Programa Coqueiro Verde é uma tecnologia social que incentiva a reciclagem e o desenvolvimento local ao trocar resíduos recicláveis por uma moeda social utilizada na feira de agricultura familiar de Coqueiral (MG). Instituído por lei municipal, conecta moradores, catadores e produtores em uma dinâmica de economia circular: os materiais coletados são destinados à associação de catadores, enquanto a moeda é usada para adquirir alimentos e, posteriormente, convertida em reais pela prefeitura.

A iniciativa promove sustentabilidade ambiental, inclusão social e geração de renda, estimulando o consumo local e a conscientização cidadã. Com participação comunitária ativa, fortalece a agricultura familiar, valoriza o trabalho dos catadores e engaja escolas e moradores.

Com resultados expressivos, o programa ampliou a coleta seletiva, movimentou recursos na economia local e aumentou o senso de pertencimento da população. Trata-se de um modelo replicável que integra gestão pública, comunidade e economia solidária para reduzir resíduos e promover desenvolvimento sustentável.

Projeto Fitoterápicos: Uso Sustentável E Inovador De Recursos Da Biodiversidade

Humana Povo para Povo Brasil (Salvador/BA)

O Projeto Fitoterápicos é uma tecnologia social que fortalece cadeias comunitárias de plantas medicinais na Mata Atlântica, integrando agroecologia, saberes tradicionais e formação técnica. A iniciativa estrutura hortos, unidades de beneficiamento e processos produtivos sustentáveis, promovendo o uso seguro da biodiversidade e ampliando o acesso a fitoterápicos.

Desenvolvido de forma participativa, responde a desafios como perda de conhecimentos tradicionais, falta de infraestrutura e baixa geração de renda, ao organizar a produção, capacitar comunidades e articular mercados. A metodologia envolve diagnóstico coletivo, implantação de estruturas, capacitação contínua e fortalecimento da governança local.

Com resultados concretos, amplia a autonomia de agricultores, valoriza mulheres e jovens e fortalece organizações comunitárias. Trata-se de um modelo replicável que une saúde, conservação ambiental e inclusão produtiva baseada na biodiversidade.

Sistema Integrado Caramuri De Produção Agropecuária Sustentável, Conservação Da Flora E Dos Recursos Hídricos

Associação Comunitária Agrícola São Francisco do Caramuri (Manaus/AM)

O Sistema Integrado Caramuri é uma tecnologia social que articula agricultura, pecuária e conservação ambiental em um modelo sustentável e de baixo custo. Desenvolvido de forma participativa pela comunidade, integra produção de frutas, hortaliças e sistemas agroflorestais com manejo rotacionado de gado, segurança hídrica e recuperação de áreas degradadas.

A iniciativa responde a desafios como baixa produtividade, pragas, escassez de água e degradação ambiental, promovendo diversificação produtiva, uso eficiente do solo e proteção dos recursos hídricos. Soluções como poços comunitários, irrigação simples e reflorestamento de APPs fortalecem a resiliência local.

Com impactos concretos, aumenta a renda, melhora a segurança alimentar, reduz pragas e recupera o meio ambiente. Trata-se de um modelo integrado, replicável e adaptado ao contexto amazônico, que alia produção sustentável, gestão comunitária e preservação da biodiversidade.

Afroteca – Tecnologia Educacional Antirracista

Universidade Federal do Oeste do Pará (Santarém/PA)

A Afroteca é uma tecnologia educacional antirracista criada pela UFOPA que estrutura espaços pedagógicos com livros, jogos e materiais afrocentrados para combater o racismo desde a infância. Implementada em diversos municípios amazônicos, promove educação para as relações raciais e valoriza a história e a cultura afro-brasileira, indígena e quilombola.

A iniciativa responde à discriminação racial precoce ao integrar diagnóstico participativo, escuta da comunidade escolar e seleção de conteúdos alinhados às realidades locais. Sua metodologia envolve implantação do espaço, formação de educadores e acompanhamento contínuo, garantindo uso pedagógico consistente.

Com impacto crescente, já implantou diversas unidades e atende centenas de alunos, fortalecendo práticas educativas inclusivas e a aplicação das leis de ensino da cultura afro-brasileira. Trata-se de um modelo replicável que contribui para a equidade racial e a transformação social na educação.

Casa-Território Kalipana

Organização Baniwa e Koripako Nadzoeri (São Gabriel da Cachoeira/AM)

A Casa-Território Kalipana é uma tecnologia social liderada por mulheres e jovens Baniwa que fortalece a soberania alimentar e o desenvolvimento sustentável na Amazônia. A iniciativa integra saberes ancestrais e conhecimentos técnicos para aprimorar o beneficiamento da mandioca e estruturar cadeias produtivas baseadas no Sistema Agrícola Káali.

O projeto responde a desafios como mudanças climáticas, baixa autonomia econômica e limitações de acesso a mercados, promovendo organização comunitária, capacitação e inserção em programas públicos de comercialização. Sua metodologia participativa envolve diagnóstico, planejamento coletivo, formação e implantação de infraestruturas produtivas.

Com resultados concretos, fortalece a produção, amplia o acesso à água e valoriza práticas tradicionais, gerando renda e protagonismo comunitário. Trata-se de um modelo replicável que alia cultura, sustentabilidade e autonomia indígena.

Ecoclima: Núcleo De Economia Circular E Clima Na Maré

Associação Redes de Desenvolvimento da Maré (Rio de Janeiro/RJ)

O EcoClima é uma tecnologia social que promove justiça climática e sustentabilidade em favelas urbanas por meio de formação de jovens, diagnóstico participativo e implantação de soluções ambientais de baixo custo. Desenvolvido pela Redes da Maré, integra ciência, saber popular e inovação para enfrentar vulnerabilidades como saneamento precário, alagamentos e calor extremo.

A metodologia envolve capacitação de agentes climáticos, mapeamento de riscos e implementação de tecnologias como composteiras, biodigestores e telhados verdes, além de ações de educação ambiental e mobilização comunitária. A participação ativa dos moradores é central em todas as etapas, fortalecendo o protagonismo local.

Com resultados concretos, o projeto melhora condições ambientais, reduz impactos climáticos e amplia a conscientização e a resiliência das comunidades. Trata-se de um modelo replicável que articula justiça social, educação e sustentabilidade em territórios urbanos vulneráveis.

E-Ducadores

Associação Sementes do Vale (Salinas/MG)

O e-Ducadores é uma tecnologia social criada para democratizar o acesso à robótica educacional e à metodologia STEAM em escolas públicas, utilizando materiais recicláveis e sucata. A iniciativa capacita professores, fornece kits de robótica e disponibiliza planos de aula e conteúdos digitais, permitindo a integração prática da tecnologia ao currículo escolar, mesmo em contextos de baixa infraestrutura.

Voltado ao enfrentamento da exclusão digital e educacional, o projeto fortalece o protagonismo docente e amplia as oportunidades de aprendizagem para estudantes em situação de vulnerabilidade. Sua metodologia inclui formação prática, oferta de materiais pedagógicos, disponibilização de kits e acompanhamento contínuo.

Com impacto comprovado, já formou mais de 100 professores e beneficiou milhares de alunos, elevando o engajamento, o interesse por ciência e tecnologia e o desenvolvimento de habilidades como criatividade e resolução de problemas. Trata-se de uma solução acessível e replicável, que contribui para a redução das desigualdades educacionais.

Roça: Sistema Para Planejamento E Controle Da Produção Agroecológica Para Coletivos Da Agricultura Familiar

Universidade Federal do Rio de Janeiro (Rio de Janeiro/RJ)

O aplicativo Roça é uma tecnologia social de software livre que apoia o planejamento e a gestão da produção na agricultura familiar. Desenvolvido de forma participativa junto a agricultores, permite registrar plantio, colheita, criação animal e destino da produção, além de gerar relatórios que auxiliam na organização e na tomada de decisão.

A iniciativa responde a desafios como gestão manual, centralização de tarefas e dificuldades na organização da oferta produtiva, fortalecendo a autonomia e a gestão coletiva. Pensado para uso simples, inclusive com baixa conectividade, integra funcionalidades como listas de pré-colheita e controle de produção.

Com uso prático por coletivos agrícolas, o sistema melhora a organização produtiva, amplia o acesso a mercados e valoriza o trabalho das famílias, especialmente das mulheres. Trata-se de uma solução replicável que une tecnologia, economia solidária e fortalecimento da agricultura familiar.

Dicionário Multimídia De Línguas Indígenas

Museu Paraense Emílio Goeldi (Belém/PA)

A tecnologia social desenvolvida pela Cidade Escola Aprendiz enfrenta a exclusão escolar ao identificar crianças e adolescentes fora da escola ou em risco de evasão e apoiar sua reinserção e permanência. Baseada em abordagem intersetorial, trata o problema como multidimensional, articulando fatores como pobreza, trabalho infantil e desigualdades sociais.

Sua metodologia combina busca ativa, acompanhamento familiar, mobilização comunitária e integração entre serviços públicos, fortalecendo redes locais de proteção e corresponsabilidade. Adaptável a diferentes territórios, utiliza dados e evidências para orientar ações e influenciar políticas públicas.

Com resultados expressivos, já contribuiu para o retorno de milhares de estudantes à escola e para a institucionalização de políticas educacionais. Trata-se de um modelo replicável que promove equidade, inclusão e garantia do direito à educação.

Nath Finanças

CEO e Criadora da Nath Finanças e da Edtech Nath Play, empresária, escritora, administradora, graduanda em Ciências Econômicas, pós graduanda em gestão financeira e palestrante. Aos 27 anos, é uma das vozes mais relevantes do Brasil quando o assunto é educação financeira prática e acessível.

Douglas Belchior

Douglas Belchior, também conhecido como Negro Belchior, é um educador e liderança social brasileira filiado ao Partido dos Trabalhadores. Em sua trajetória política, atua principalmente em questões de direitos humanos e direitos sociais, com ênfase no combate ao racismo e nos movimentos negros. É um dos fundadores do cursinho popular XI de Agosto, situado na Zona Leste da região metropolitana de São Paulo, que mais tarde veio a se articular e formar a rede de cursinhos do movimento social UNEafro.

José Alves Cardoso

José Alves Cardoso, Head da Unidade ASG do Banco do Brasil, possui graduação em História pela Universidade de São Paulo (USP), MBA em Comércio Exterior pela Universidade Paulista (UNIP), MBA em Finanças pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e aperfeiçoamento em Setor Público pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec). Em 28 anos de empresa, Alves atuou nos segmentos de varejo, atacado e setor público, dedicado à estratégia de negócios com governos estaduais e municipais, e coordenou a participação do Banco do Brasil na COP30.

André Castelo Branco Machado

André Castelo Branco Machado tomou posse em 2004 na agência de Paranaguá, no Paraná. É formado em história pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com mestrado em tecnologia pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Também possui MBA em gestão de projetos pela USP/Esalq. Ao longo de sua trajetória no conglomerado BB, chegou a ser vice-presidente da Fenabb (Federação Nacional das Associações Atléticas Banco do Brasil), onde atuou no comitê gestor do programa AABB Comunidade, programa educacional da própria Fundação BB, que oferece complemento escolar para crianças e adolescentes de 6 a 14 anos em situação de vulnerabilidade social e econômica em mais de 200 municípios em todo o Brasil. André também atuou no assessoramento da vice-presidência de negócios de governo e sustentabilidade empresarial do BB e, mais recentemente, estava ocupando o cargo de gerente executivo na unidade de governança corporativa e relações institucionais do Banco do Brasil. É presidente da Fundação Banco do Brasil, desde fevereiro de 2026.

Daniel Munduruku

Sobre Daniel Munduruku

Os povos indígenas são o berço da nossa nação. Não há um pedaço de terra sequer em solo brasileiro que não tenha influência de sua cultura. Inúmeros talentos são desenvolvidos ali e devem ser explorados e lapidados. Daniel Munduruku, reconhecido como um talentoso contador de histórias, escritor, professor e filósofo é um exemplo vivo de talento genuíno. Sua dedicação em difundir os conhecimentos sobre a cultura de seu povo é realmente fascinante. Com o objetivo de ampliar a visão das pessoas em relação a essa rica e diversa herança cultural, Daniel oferece mais que uma leitura: Suas linhas falam sobre as nossas raízes e nos trazem de volta pra casa. Por meio de sua habilidade com a comunicação escrita, Munduruku é capaz de envolver e cativar seu público, transportando-os para universos narrativos repletos de sabedoria ancestral. Histórias de índio foi seu primeiro livro . Aquele que inaugurou a carreira literária de Daniel e era uma forma de exercitar o “olhar para trás”, para sua bagagem de narrativas familiares e trazer um pouco dessa cultura tão significativa e única para fora da aldeia.

Prêmios e Reconhecimentos

2018 – Prêmio Vida e Obra, na categoria Letras: Literatura Infantojuvenil, da Fundação Bunge.
2014 – Medalha de mérito “Paulo Pereira dos Reis”, do Instituto de Estudos Valeparaibanos.
2013 – Ordem honorífica grã-cruz da Ordem do Mérito Cultural, da Presidência da República.
2006 – Ordem honorífica comendador da Ordem do Mérito Cultural, da Presidência da República.
2003 – Prêmio Érico Vannucci Mendes, outorgado pelo CNPq.

Como escritor, suas palavras ganham vida nas páginas de suas obras, oferecendo uma perspectiva única sobre a cultura indígena, seus costumes, mitos e tradições. Seus textos são eloquentes, e envolvem o leitor de uma forma peculiar. Suas narrativas repletas de significado, são capazes de despertar emoções e provocar reflexões profundas.

Além de sua contribuição literária, Daniel Munduruku também atua como professor, compartilhando seus conhecimentos e experiências com estudantes e comunidades, promovendo um diálogo intercultural e incentivando a valorização das culturas indígenas.

Por meio de sua paixão e compromisso, Daniel Munduruku se tornou uma voz poderosa na divulgação dessa que é a nossa real identidade, inspirando pessoas a enxergarem além de estereótipos e preconceitos difundidos pela sociedade, e a valorizarem a diversidade cultural que compõe o nosso mundo. Sua incansável dedicação e sua vocação extraordinárias têm o poder de transformar a forma como encaramos e apreciamos as riquezas das culturas indígenas. Levar Daniel ao seu evento é conectar-se com a ancestralidade. É trazer pra perto nossas origens e entender o processo evolutivo de nossa gente. É mostrar a nossa tradição de forma pura e exibir o quão linda é a nossa pluralidade.

Somos frutos da mesma terra!

Itamar Vieira Júnior

Vencedor de prêmios no Brasil e no exterior, além de ser o primeiro brasileiro finalista do prestigiado International Booker Prize, ITAMAR VIEIRA JUNIOR nasceu em Salvador (1979) e é autor da coletânea de contos Doramar ou a Odisseia, do infantil Chupim, e dos romances Salvar o fogo (Prêmio Jabuti 2024) e Torto arado (Prêmios Jabuti e Oceanos 2020; Prêmio Montluc Résistance et Liberté 2024). Esse último se tornou um dos maiores sucessos – de crítica e de público – da literatura brasileira nas últimas décadas, sendo traduzido para mais de trinta idiomas. Torto arado inspirou adaptações para o teatro, um musical e uma canção do compositor Rubel.

Socorro Acioli

Socorro Acioli é escritora e palestrante, reconhecida por sua atuação na literatura e educação. Nascida em Fortaleza em 1975. Mestre e doutora em Literatura, venceu o Prêmio Jabuti em 2013 com Ela tem olhos de céu e seu romance A cabeça do Santo foi finalista do Los Angeles Times Book Prize e traduzido para vários idiomas. Com uma obra premiada e internacionalmente reconhecida, Socorro Acioli é uma das principais vozes da literatura
brasileira contemporânea.

Jéferson dos Santos Assumção

Jéferson dos Santos Assumção é Diretor de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Ministério da Cultura é também Pós-doutorado em Teoria da Literatura pela Universidade de Brasília (UnB) – Doctorado en Humanidades y Ciencias Sociales – Filosofía (Universidad de León, Espanha) – Diploma de Estudios Avanzados (DEA) en Humanidades y Ciencias Sociales (Universidad de León, Espanha) – Graduação em Filosofia (Unilasalle)

Leonardo Sakamoto

Leonardo Sakamoto é jornalista e doutor em Ciência Política pela USP. É professor de Jornalismo na PUC-SP, presidente da ONG Repórter Brasil, comentarista do Jornal da Cultura e colunista de política do UOL. Foi membro do conselho do Fundo das Nações Unidas para Formas Contemporâneas de Escravidão (2014-2020), em Genebra, e membro da Comissão Global do Setor Financeiro sobre Escravidão Moderna e Tráfico de Seres Humanos (2018-2019). Também foi pesquisador visitante do Departamento de Política da New School, em Nova York. Cobriu conflitos armados em Timor Leste, Angola e Paquistão, entre outros países. É autor de livros como “O que os coaches não tem contam sobre o futuro do trabalho” (2025), “Escravidão Contemporânea” (2020) e “O que aprendi sendo xingado na internet” (2016).

Ludmila Costhek

Ludmila Costhek Abílio é Pesquisadora autônoma e Professora colaboradora do Programa de Pós-graduação em Sociologia – IFCH/UNICAMP. É doutora em Ciências Sociais (UNICAMP) e Pós-doutora em Economia e Desenvolvimento Econômico (FEA/USP, IEA/USP, IE/UNICAMP). Conduz pesquisas com motofretistas há mais de 15 anos. É uma das principais referências no Brasil sobre a uberização do trabalho, tendo publicado diversos artigos e livros sobre o tema.

Fernando Zamban

Fernando Zamban é Secretário Nacional de Economia Popular e Solidária do Ministério de Trabalho e Emprego é formado com Especialização em Comunicação e Marketing e Bacharel em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda pela Universidade do Oeste de Santa Catarina, UNOESC, Joaçaba.

Carlos Juliano Barros

Carlos Juliano Barros é Jornalista e mestre em Geografia pela Universidade de São Paulo. Um dos fundadores da Repórter Brasil, hoje também é colunista do portal Uol. Colaborou para diversas publicações nacionais, como Folha de S.

João Paulo Rodrigues Chaves

João Paulo Rodrigues Chaves é assentado de Reforma Agrária, agricultor e formado em Ciências Sociais. Possui 46 anos e atualmente é parte da Direção Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Atua também na coordenação da Frente Brasil Popular e da Via Campesina.

Em 2022 participou da coordenação da Campanha do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva, coordenando a Frente de Mobilização Popular. Já cumpriu tarefas na coordenação do Escritório Nacional do MST em Brasília, além de no Coletivo Nacional de Juventude e no Setor de Internacionalismo do Movimento.

João Paulo já escreveu artigos em diversos jornais e
outras publicações como livros e periódicos e também participou de mesas em conferências e debates em mais de 30 países do mundo falando sobre a luta pela terra no
Brasil, Reforma Agrária e Agroecologia.

Padre Júlio Lancellotti

Júlio Lancellotti nasceu em 27 de dezembro de 1948, em São Paulo, e ao longo de sua vida construiu uma das trajetórias mais marcantes da Igreja no Brasil, unindo fé, educação e compromisso radical com os mais pobres.

Formado em Pedagogia e atuante na área da educação, encontrou no ensino uma primeira forma de transformar vidas. Em 1985, foi ordenado sacerdote e decidiu que seu ministério não seria distante, mas vivido no meio do povo — especialmente daqueles que vivem à margem da sociedade.

Desde o início, sua missão esteve profundamente ligada à defesa da dignidade humana. Nos anos 1980 e 1990, tornou-se referência no cuidado com crianças portadoras de HIV/AIDS, fundando a Casa Vida I e II, casas de acolhimento que ofereceram tratamento, proteção e, sobretudo, amor em um tempo marcado pelo preconceito e pelo abandono. Muitas dessas crianças, que antes não tinham expectativa de vida, puderam crescer e sonhar.

Paralelamente, atuou com jovens em situação de risco, menores internados na antiga FEBEM, denunciando abusos, torturas e violações de direitos. Sua atuação firme ajudou a transformar políticas públicas voltadas à infância e adolescência no Brasil.

Como vigário episcopal da Pastoral do Povo da Rua, missão que exerce há décadas, Padre Júlio se tornou um dos maiores símbolos da luta pelos direitos da população em situação de rua. Sua ação vai além da assistência: ele convive, escuta, denuncia injustiças e promove dignidade todos os dias nas ruas de São Paulo.

Entre suas obras mais concretas e transformadoras estão iniciativas que devolvem o básico da dignidade humana. Inspirado pelo Evangelho e pelo chamado do Papa Francisco, participou da criação do “Consultório do Papa”, um espaço de atendimento de saúde gratuito voltado à população em situação de rua, integrado ao sistema público e pensado especialmente para quem não encontra acolhimento nos serviços tradicionais.

Além disso, impulsionou e inspirou diversas ações sociais, como espaços de higiene, acesso à água, alimentação e cuidado — iniciativas simples, mas profundamente revolucionárias, que devolvem humanidade a quem foi invisibilizado.

Sua atuação firme também se tornou símbolo nacional quando denunciou políticas de exclusão urbana, defendendo o direito dos mais pobres à cidade. Esse compromisso resultou inclusive na criação da chamada Lei Padre Júlio Lancellotti, que combate a arquitetura hostil contra pessoas em situação de rua Ao longo de sua trajetória, recebeu diversos reconhecimentos por sua luta incansável, incluindo prêmios de direitos humanos e honrarias nacionais, tornando-se uma das vozes mais respeitadas na defesa dos mais vulneráveis 

Padre Júlio Lancellotti não é apenas um sacerdote — é um testemunho vivo do Evangelho nas ruas. Sua vida é marcada por uma escolha radical: estar onde ninguém quer estar, amar quem ninguém quer amar e defender aqueles que muitos insistem em esquecer

Preta Ferreira

Preta Ferreira é atriz, multiartista, cantora, compositora e comunicadora por essência e formação. Baiana de origem e paulistana de coração, começou a trabalhar ainda na adolescência, construindo uma trajetória marcada pela força, pela criatividade e pela defesa dos direitos humanos. Formada em Publicidade, consolidou sua atuação na produção cultural e expandiu sua expressão artística para diferentes linguagens.

Autora do single e do livro Minha Carne, Preta transforma vivências em potência artística e política. Sua missão — “transformar o mundo a partir de pequenos grupos, promovendo cultura, paz e justiça social” — orienta tanto sua arte quanto sua atuação pública.
Premiada com o Kikito no Festival de Gramado por Receita de Caranguejo (2020), recebeu também Menção Honrosa da ALERJ pelo Prêmio Dandara, além de reconhecimentos da ALESP e da Câmara Municipal da Bahia. Foi laureada pelo Prêmio Justiça Global por sua contribuição aos Direitos Humanos.

Nos palcos, integrou o elenco do premiado musical Clara Nunes, a Tal Guerreira (2024–2025) e, em 2026, brilhou no clássico Ópera do Malandro, reafirmando sua versatilidade e presença cênica.

Lilian dos Santos Rahal

Lilian dos Santos Rahal é graduada em ciências sociais e mestre em sociologia, servidora pública federal da carreira de especialista em políticas públicas e gestão governamental. Atuou como secretária e secretária adjunta da Secretaria de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social, como chefe de gabinete da Secretaria Nacional de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário, como assessora da Secretaria Especial de Desenvolvimento Social do Ministério da Cidadania e atualmente está em exercício no Conselho Administrativo de Desenvolvimento Econômico – Cade, especificamente na Divisão de Planejamento.